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Cartório no Campo Grande e Ouro Verde: a luta para tirar o registro civil da mão da distância

Por Equipe de Comunicação - Higor Diego

Registrar o nascimento de um filho, tirar a segunda via de uma certidão de casamento, resolver a papelada de um falecimento. São momentos em que ninguém deveria precisar atravessar a cidade inteira. Mas foi exatamente isso que, por anos, os moradores do Campo Grande e do Ouro Verde tiveram que fazer: pegar dois ou três ônibus para chegar a um cartório de registro civil.

Somadas, as duas regiões abrigam centenas de milhares de pessoas. É gente que trabalha o dia inteiro, que não pode perder meio dia de serviço para um documento, que muitas vezes adia um registro importante por causa da distância e do custo da condução.

Uma comissão para resolver, não para discursar

Na Câmara Municipal de Campinas, o vereador Higor Diego presidiu a Comissão de Representação criada especificamente para tratar da instalação de um cartório de registro civil no Campo Grande e no Ouro Verde. Presidir uma comissão dessas não é cargo honorário: é assumir a responsabilidade de reunir os órgãos competentes, cobrar respostas e manter o assunto vivo até que a solução saia do papel.

O registro civil no Brasil é um serviço delegado, com regras próprias e envolvimento do Tribunal de Justiça. Levar uma nova serventia para uma região exige articulação técnica e política que vai muito além de um pedido isolado. Foi esse trabalho de bastidor, o menos glamouroso e o mais necessário, que o mandato assumiu.

Por que isso importa para quem mora longe do centro

Cartório perto de casa é cidadania na prática. É a mãe que registra o bebê na saída da maternidade sem virar uma novela. É o trabalhador que resolve a papelada da aposentadoria sem faltar ao emprego. É o idoso que não depende de neto com carro para tirar um documento.

A defesa do Campo Grande e do Ouro Verde, regiões onde o vereador nasceu e construiu sua história, sempre teve o mesmo princípio: quem mora na periferia tem os mesmos direitos de quem mora perto do centro, e o serviço público precisa chegar até as pessoas, não o contrário.

Este é o tipo de trabalho que não rende foto de inauguração no dia seguinte, mas muda a rotina de milhares de famílias. E é a mesma lógica que Higor pretende levar para a Assembleia Legislativa: desburocratizar o acesso da população aos serviços do Estado.

Vamos juntos por um São Paulo ainda melhor!

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